segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Jesus não gosta dos portugueses

Rúben Amorim: “Jesus acha que não devo jogar no Benfica, mas fico feliz por Paulo Bento pensar o contrário”

DR
Jogador do Benfica feliz por voltar à selecção














As equipas de futebol em Portugal (intencionalmente não digo portuguesas) estão repletas de jogadores estrangeiros, pelo que não há espaço para os portugueses, alguns deles de qualidade superior a muitos estrangeiros dessas equipas. Resta-lhe a emigração para campeonatos ou equipas de segunda.
Paradoxalmente, os treinadores são todos portugueses.
O treinador do Benfica Jorge Jesus não deve gostar dos portugueses, pois não descansou enquanto não correu com (quase) todos os jogadores portugues que estavam no plantel do Benfica, incluindo alguns que tinham sido contratados esta época.
No Sporting, os dirigentes e o treinador fizeram quase o mesmo e o FCP idem. Assim, os "grandes", mas não só, jogam praticamente sem jogadores portugueses.
Louva-se a coragem do desabafo de Ruben Amorim, surpreendentemente ou talvez não, convocado pelo Paulo Bento.
Com esta política, acaba por ser a selecção a sofrer as consequências, pelo que Paulo Bento estará com dificuldade em fazer uma equipa forte, face a tantas ausências (Hugo Almeida, Coentrão, Pepe, Ricardo Carvalho e agora Danny).
Os nossos dirigentes continuam a "viver à sombra" da classificação do ranking de Portugal (no top ten), mas esperem pelas consequências desta política e verão a queda. Se calhar é já no falhanço do apuramento para o EURO2012.
Proponho que se naturalizem portugueses os jogadores estrangeiros que actuam em Portugal, mas muitos deles já não poderão jogar pela nossa selecção. Azar o nosso.
Pede-se, pelo menos, que aos portugueses seja dada a mesma oportunidade que é concedida aos estrangeiros. Ou haverá outros interesses escondidos?






















































































































































sábado, 20 de agosto de 2011

Sub-20 : Selecção Coragem ou da Vergonha (Nacionalfutebolística)?

Não ganhámos, mas perder por 2-3 na final e contra a maior potência futebolistica do mundo, o Brasil, é um feito da nossa selecção de Sub-20. Jorge Jesus apressou-se a dizer, para desvalorizar esta selecção, que exceptuando 4 delas, as outras eram fraquinhas! 

Agora que acabou, os treinadores e os dirigentes dos nossos  "grandes" (e não só) deveriam ter vergonha deste éxito, pois a maioria destes jovens são renegados pelos clubes que os formaram, porque estes  preferem apostar nos estrangeiros de quem pouco ou nada conhecem e não nos jovens que conhecem os seus passos desde o inicio da prática futebolistica. É vergonhoso não lhes darem as mesmas oportunidades que dão aos jovens estrangeiros, alguns até mais jovens do que estes.
Agora que o Benfica praticamente não tem jogadores portugueses (parece que 3 desta selecção vão ficar no clube, por especial "favor" de Jorge Jesus, mas ficarão atrás dos estrangeiros que enchem o plantel) e o FCP e o SCP estão quase assim também, toda a imprensa fala no assunto, mas os dirigentes não vão mudar nada e os adeptos "estão-se nas tintas". Querem lá saber deste problema, sim porque é um problema que ultrapassa o nosso futebol, como actividade que também é desportiva.
O futebol português está entregue a "negociantes" e, como escrevia o editorial do jornal Público do dia 20:
"Os paradoxos do futebol português. ...e a ausência quase total de jogadores portugueses nas equipas do topo do campeonato, há algo que não bate certo. E que merece ser reflectido.......o que se constata é que jovens como estes que chegaram à final ficam condenados a palmilhar os escalões secundários ou têm que emigrar para a Roménia ou Chipre. Em muitos casos, não se percebe por que razão se gastam milhões a contratar jovens estrangeiros quando ao lado há profissionais nacionais com o mesmo ou mais talento. Talvez sejam os interesses dos dirigentes nas contratações a determinar este paradoxo; talvez subsista no futebol a crença de que um jovem estrangeiro é melhor do que um português. Seja como for, o que esta selecção está a mostrar é que a gestão profissional do futebol obedece a uma estratégia absurda que escapa ao senso comum."

Gostaria de citar aqui dois exemplos recentes: Sílvio e Fábio Coentrão.
O primeiro foi "escorraçado" do Benfica e desceu aos regionais. Lutou sozinho e está no Atlético de Madrid!
O segundo, depois de contratado pelo Benfica, foi "devolvido" ao Rio Ave, mas ao segundo ou terceiro ano, Jorge Jesus fez o "especial favor" de o deixar no plantel do Benfica. Experimentou-o  a defesa esquerdo e este ano rendeu 30 milhões na transferência para o Real Madrid. Se FC continuasse o "calvário", por onde andaria agora?

Muitos mais exemplos poderia citar.
É claro que os 40 milhões de Falcão vão enchendo os dirigentes de "razão", mas como dizia há tempos a D. Filomena Costa, parece que este tipo de negócios enche mais qualquer coisa.


E os treinadores, que até são todos portugueses, que responsabilidade têm nisto? E os treinadores e dirigentes ligados à formação nos clubes será que estão a trabalhar bem estes aspectos, isto é, preparando esses jovens para a "guerra" desigual que os espera no escalão sénior? 
Imaginem que igual situação se passava noutros sectores da nossa sociedade!
A globalização é uma faca de dois gumes, mas que haja, pelo menos, igualdade de oportunidades entre os jovens jogadores portugueses e de outras origens. Tendo até outros aspectos, será sempre preferível apostar nos portugueses, em vez de estrangeiros de valor semelhante.
Este assunto deve ser objecto dum debate de todos os interessados no fenómeno do futebol.

Por mim, sinto vergonha e já nem  me revejo no meu clube do coração.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Volta a Portugal em Bicicleta - Foi bonito de ver

Este ano, vi todos os dias o trabalho da RTP (N e 1) da volta a Portugal em bicicleta e gostei muito. Excelente trabalho sobre ciclismo e ainda melhor pelas imagens obtidas através do Helicóptero da RTP. Deu para ver, por cima, muitas das nossas belezas e que muitas delas eu conheço.
Obrigado a todos.
Gosto de ciclismo, herança que me vem ainda do tempo em que no pelotão corriam ciclistas do Sporting, do Benfica, do Porto, etc, cuja loucura clubistica "enchia" as estradas do nosso país durante a volta a Portugal, até porque nesse período o futebol estava no defeso.
Hoje, nada disso existe e, por isso, o ciclismo é um parente pobre do nosso desporto e a que só a televisão pode dar alguma exposição mediática, mas esta só se interessa pelo "Tour de France" e pela nossa Volta a Portugal. Mas admirei a entrega, a abnegação e capacidade de luta dos corredores portugueses e, porque não dizê-lo, a sua qualidade. Aquela etapa da subida à Torre foi um espectáculo lindo de ver.
Esta foi uma excelente volta a Portugal.
Parabéns aos ciclistas que deveriam servir de exemplo às "vedetas" futebolistas, na sua dedicação e capacidade de sacrifício, por vezes pagos (quando recebem) com pouco mais de algumas centenas de euros mensais.
E um facto curioso, os dez primeiros da classificação geral são portugueses!
Para mim, são todos heróis.
Gostei muito de ver também a humildade do vencedor (Ricardo Mestre) do Tavira e da ternura paternal que este exibiu, com a sua filha, de meses, ao colo no pódio. Parabéns também a outros ciclistas portugueses, com destaque para aquele que foi uma agradável surpresa de simpatia e desportivismo do pelotão - Sérgio Ribeiro, que ganhou a classificação dos pontos. Longe vão os tempos em que os ciclistas quase nem sabiam falar!
Viva o desporto.

sábado, 6 de agosto de 2011

Sporting - Paletes de Novos Jogadores Fazem uma Equipa?

É triste o espectáculo que o director desportivo do Sporting Carlos Freitas tem dado quase todos os dias , desde que há uns tempos para cá, quando anuncia mais um jogador e não sei quantos ainda para virem, porque, diz, até 31 de Agosto "há sempre lugar para mais um". Parece que está a comprar uma qualquer "mercadoria", tal a forma como o diz perante a imprensa. E , pelos vistos, está a comprar mesmo paletes de jogadores (já lá vão 14 !!!) e todos eles estrangeiros que foi descobrir não sei onde, com excepção de 3 que jogavam no nosso campeonato. Será que o Sporting tem um departamento que faz pesquisa e observação correcta e completa sobre esses jogadores, para aparecerem assim, num repente, em Alvalade? Afinal, para que serve a pré-época, se durante este largo período e com as provas oficiais a começar, estão sempre a "cair craques" em Alvalade?

Como não é ele que paga nem lhe pedirão responsabilidades pelos falhanços desses 14/15 jogadores, o homem acaba pro fazer um "figurão", mas a coisa começa a "ficar preta", porque os resultados, contra equipas mais fortes (Valência, Málaga e Udinese) foram uma desilusão.

Por outro lado, que responsabilidades e culpas tem o treinador Domingos Paciência nestas escolhas, ele que levou o Braga ao segundo lugar, há duas épocas e à final da liga Europa , na última, com um grupo de "jogadores de segunda"? Como pode ele fazer uma equipa se o que tem é um lote de jogadores com períodos de treino e entrosamento diferentes? Será esta a forma mais correcta de gerir activos (jogadores)?

A avaliar pelo que se vai vendo, a época que neste fim de semana se inicia pode ser mais uma desilusão e um "rombo" nas finanças do clube, porque este nada vendeu e muito comprou.

Haja esperança, porque ele renova-se em cada (início) de época, até que as desilusões deitem tudo a perder.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Vergonha Nacional - O Benfica jogou sem jogadores portugueses!!!!

Eu, como português e que nem sequer sou benfiquista, acho uma vergonha o Benfica jogar sem jogadores portugueses, como o fez ontem contra a equipa turca. Se algumas figuras do SLB se manifestaram contra e invocaram os tempos em que o Benfica tinha orgulho em ter apenas jogadores com a nacionalidade portuguesa (era o tempo das ex-colónias donde vieram grande  jogadores), outros, assobiam para o lado, não vá o "diabo" barrar-lhes as entradas no estádio da Luz.
Na minha opinião, é uma ofensa a TODOS os trabalhadores portugueses e não apenas aos futebolistas nacionais.
Enquanto as empresas portugueses fazem campanha "Compre produtos portugueses", o futebol português resolveu este ano bater os recordes da indecência.
O FCP e Sporting está no mesmo caminho, mas o Benfica, como "o maior" que é, bateu-os aos dois. Poderíamos acrescentar o Nacional da Madeira, o Marítimo, etc, aqueles dois "subsidiados" com os nossos impostos?
A quem interessa esta originalidade?O que lucra o futebol português? Ilusão de vendas? E as compras que são autênticos flops/fiascos que faz com que a balança seja prejudicial?
Enquanto a UEFA e a FIFA, que ganham fortunas com o negócio do futebol, independentemente da nacionalidade dos jogadores das equipas, não se preocuparem com esta situação (que é comum noutros países), só os agentes (dirigentes, treinadores , sindicato, etc) podem "combater" e defender um certo "nacionalismo futebolístico" (sem chauvinismos). O que fariam os sindicatos, a CGTP e a UGT se outras profissões tivessem a mesma percentagem de trabalhadores estrangeiros? Fariam greves e manifestações, garantidamente e protestariam contra o Governo e a UE.

Eu, pessoalmente e apesar de "adorar futebol",  não me revejo nestas equipas e os golos e as vitórias não têm o mesmo sabor que teriam, se nas nossas equipas houvesse mais jogadores portugueses, estes escorraçados para o desemprego ou obrigados a emigrarem para clubes e campeonatos pobres. Deseja-se, urgentemente,  uma "revolução" neste futebol de ricos em país de pobretanas.

SM

segunda-feira, 11 de julho de 2011

No país da bola (Portugal)

Não há dúvidas de que Portugal é o "país da bola", e onde todas as restantes modalidades desportivas pouco interesse despertam, mesmo que estas obtenham êxitos internacionais.
Argumentam os "donos dos medias" que essas modalidades têm poucos adeptos e que, por isso, a cobertura que lhe dão estará em consonância com esse universo de adeptos.Terão meia razão, porque os portugueses "apenas" gostam da bola e desde que estejam envolvidos os "grandes", deduzindo-se, assim, que esse interesse é essencialmente alimentado pela clubite. Não será isto "causa e efeito"?
Veja-se o caso do ciclismo, outrora a modalidade rainha do "defeso futebolístico", em que este era mais longo e com outro calendário, mas porque na modalidade estavam o Sporting, Benfica e Porto. A partir do momento em que estes abandonaram a modalidade e as equipas passaram a ser "marcas", o interesses pelo ciclismo caiu a pique e hoje nada diz a milhões de portugueses.
Mesmo a volta a França perdeu interesse junto dos portugueses, depois do período de ouro do grande Joaquim Agostinho (beneficiando este, na popularidade no nosso país, pelo facto de estar ligado ao Sporting, clube pelo qual corria em Portugal).
Na sexta feira, o ciclista português Rui Costa ganhou uma etapa da volta à França, proeza pouco acessível a qualquer um ciclista do pelotão internacional, mas esta vitória não teve, por parte da imprensa portuguesa, generalista ou desportiva, o destaque que tal merecia. Ao invés, os jornais desportivos deram destaque ao futebol, mesmo que este ainda se encontre em treinos de pré-época e mesmo que essas equipas estejam carregadas de jogadores estrangeiros, porque os "donos do país da bola" entendem que deve merecer mais destaque.
Pobres de nós, onde a bola nos domina e é, cada vez menos portuguesa.

sábado, 9 de julho de 2011

Jogarão portugueses nos três clubes grandes?

Pelos vistos, o FCP terá uma "balanço", entre jogadores estrangeiros e portugueses, semelhante à época passada, isto é, poucos portugueses.
Mais preocupante é o que se passa no Benfica e no Sporting. Se este tinha o plantel mais português dos três, o Benfica estava no extremo, pois teve alguns minutos de jogos em que não tinha qualquer jogador português em campo. Na maioria das situações, jogava apenas com um.
O "meu" Sporting despediu muitos jogadores, dentre eles, vários portugueses, e contratou uma equipa (11/12, mas todos eles estrangeiros!. Assim, prevejo que perca a elevada "portugalidade" que apresentava em campo (ás vezes 9 jogadores portugueses) e não me surpreenderá que, nalguns momentos, não haja portugueses em campo com a camisola do Sporting Clube de Portugal na época que agora vai começar.

Com a saída de Fábio Coentrão, de Nuno Gomes e de Moreia, estes dois quase não jogavam, porque, pelos vistos Jesus não é português, o SLB ficará ainda menos português esta época do que na passada. Assim, não será novidade se nalguns (muitos)  jogos a equipa do SLB seja toda ela estrangeira!
Se fossemos um país rico e esses estrangeiros fossem de qualidade confirmada, mas não é isso que se passa, pelo que me entristece esta triste realidade. Será que os sócios e adeptos "gostam" disto?
O que fazer? Talvez que as equipas B, tudo indica que serão uma realidade na época de 2012/2013, possam alterar um pouco este cenário, se ali forem impostos limites aos estrangeiros. Se não, os clubes "portugueses" contratarão ainda mais jovens sul-americanos e ali os porão a jogar, "escorraçando" os jovens jogadores portugueses, muitos deles internacionais, mas aos quais os treinadores (portugueses!!!!) não dão as mesmas oportunidades que dão aos estrangeiros, muitas vezes para justificarem essas contratações!.
A falência dos "grandes", face ao seu elevado endividamento e que, por isso, os leve a alterar a sua política de contratações? Esta será difícil, porque no "terceiro mundo", incluindo-se a América Latina, ainda há muitos jovens que vêem no futebol uma porta para a ascensão social e aqui já não, "gordos e anafados" que os portugueses já estão.
Gostaria de lembrar aos mais distraídos que que Fábio Coentrão ficou, quase por favor, no Benfica e não foi, mais uma época, emprestado por exemplo, ao Rio Ave, onde era "pau para toda a obra" (avançado).
Sem falsos nacionalismos, gostaria que o nosso futebol fosse mais português em, por este anda, qualquer dia a nossa selecção virá por aí abaixo no "ranking" ou então teremos que começar a naturalizar os estrangeiros.
Assim não me revejo neste "nosso" futebol.